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Pastoral da Dignidade da Mulher (PDM)
 

                                                                

História da Pastoral em nível nacional

        A história mais localizada da pastoral inicia em 1963. Foi o então bispo no Maranhão, Antônio Batista Fragoso, manifestou o interesse em desenvolver um trabalho com as mulheres em situação de prostituição no Maranhão, Ceará e Piauí. Convidou, para essa missão três voluntárias francesas da entidade Ninho da França, que possuíam experiência no trabalho com mulheres em situação de prostituição. Pouco antes, em 1956, Frei Jean-Pierre Barruel de Lagenest acompanhava em algumas cidades os trabalhos de reinserção social de adolescentes vítimas de exploração sexual, acolhendo-as em abrigos. Convidado por Lucas Nogueira Garcez, então governador de São Paulo, que numa campanha contra a prostituição mandou fechar as casas de prostituição no estado de São Paulo, Frei Jean-Pierre inicia um estudo sobre o tema, contando com o respaldo do Departamento de Serviço Social da PUC-SP. Novamente nos anos 1966/67, morando em Recife, iniciou um estudo a pedido do Instituto Joaquim Nabuco da cidade de orientar uma pesquisa metódica sobre o lenocínio e a prostituição na cidade de Recife. Dentre as conclusões marcantes desse estudo a quantidade de mulheres que estavam submetidas à realidade da prostituição, chegando a quase 1 em cada 10. A idade também impressionava, já que a idade mínima das mulheres era 10 ou menos.

         Paulatinamente, com a ajuda das voluntárias francesas do Ninho, Edit Benoist, Tânia Micherda e Geneviève Noél, o trabalho com as mulheres em situação de prostituição se estrutura no  Nordeste. Em 1974 a Igreja Católica integra para si o trabalho desenvolvido com as mulheres em situação de prostituição. E é nesse mesmo ano que acontece o primeiro Encontro Nacional da Pastoral da Mulher Só e Desamparada que passará a se chamar Pastoral da Mulher Marginalizada a partir de 1980. Em 1987 a PMM é aceita como pastoral social, pas­sando a ser parte das Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).[1]

 

História da pastoral na Diocese de Caxias do Sul

            Os trabalhos começaram no ano de 1981, quando por iniciativa da cristã leiga Teresa Gollo e do Pe. Roque Grazziotin se iniciou visitas na então chamada “zona do meretrício”, em Caxias do Sul, região que pertencia à Paróquia Sagrada Família, em Caxias do Sul, bairro Vila Jardim. O inicio do trabalho foi bastante simples, realizando rodas de conversa para dialogar sobre vários assuntos, e as visitas se concentravam na conversa e na solução de problemas das mulheres em situação de prostituição, desde encaminhamento de problemas jurídicos a documentos (registro de filhos, guarda de filhos menores, etc). Na época da Páscoa e do Natal começaram a organizar momentos de oração como Via-sacra e novenas de natal.

           Ao longo do tempo mais pessoas participam das visitas, e mais estabelecimentos passam a aceitar a visitas de agentes de pastoral, principalmente para a realização de novenas. No ano de 1986 essa atividade passou a fazer parte de maneira oficial das pastorais da Diocese de Caxias do Sul, sendo coordenada pelo Pe. Jorge Parizzoto, na época pároco da Paróquia Sagrada Família. Após vários momentos de reflexão, o nome da pastoral na diocese muda para Pastoral da Dignidade da Mulher (PDM), pois o nome “marginalizada” dava a entender algo relacionado a banditismo.

            A partir de 1991 começou-se a realizar um encontro diocesano anual no Santuário Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha-RS. Esse evento reúne agentes e assistidas para um dia de oração, convivência e formação. Em 1999, viu-se a necessidade de criar um boletim informativo para a pastoral. Foi aí que surgiu o Boletim “Mulher esperança”, com textos formativos, depoimentos de agentes e assistidas, programação de atividades da Pastoral, notícias dos eventos realizados. O boletim conta uma edição anual.

           Desde o ano de 1990, a PDM conseguiu apoio para realizar os projetos dessa pastoral da Ação Episcopal Adveniat, agencia alemã que auxilia financeiramente projetos na Igreja da América Latina. Desde 2011, essa parceria financeira vem da Cáritas Diocesana de Caxias do Sul, que aprova os projetos da PDM e repassa recursos anuais para que o trabalho seja possível.

             Em 18 de outubro de 2011, no Santuário de Caravaggio realizou-se um dia de comemoração dos 25 anos da pastoral. Foi um dia importante, por resgatar a história, agradecer aos que iniciaram essa caminhada. O dia contou com a presença do então bispo Dom Paulo, do bispo-coadjuntor Dom Alessandro Ruffinoni, padres de diversas regiões da Diocese, bem como agentes e um considerável número de mulheres assistidas pelas PDM.[2]

[1] O texto segue o apresentado no site oficial da PMM nacional: < http://www.pmm.org.br/>.

[2] Esses aspectos históricos foram recolhidos dos números 11 (jul./2009) e 13 (Nov./2011) do Boletim Mulher esperança, elaborado pela PDM da Diocese de Caxias do Sul. Outros detalhes surgiram a partir de conversas com as agentes da Pastoral.

 

Fotos da Pastoral da Dignidade da Mulher