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Pastoral dos Coroinhas
 

O que são os coroinhas?

Alimentando-se da Palavra de Deus e da Eucaristia os coroinhas e acólitos são chamados a servir ao Senhor com alegria desde cedo, na infância e adolescência. Servindo de uma forma bem concreta na comunidade eles vão despertando e discernindo a vocação que Senhor chama. Convida-se ao coroinha e ao acólito a estar servindo no altar e na vida, sendo um verdadeiro amigo e discípulo de Jesus, escutando sua Palavra e amando como Ele amou.

O ministério do coroinha está relacionado com o ministério do ACÓLITO que, segundo a Instrução Geral sobre o Missal Romano (que é um grande capítulo que está no início do Missal e explica o sentido do que se faz nas celebrações), “é instituído para servir ao altar e auxiliar o sacerdote e o diácono. Compete-lhe principalmente preparar o altar e os vasos sagrados, bem como distribuir aos fieis a Eucaristia, da qual é ministro extraordinário”.

A palavra acólito é a tradução em português da palavra grega akoluthein, que significa seguir, acompanhar. Na verdade encontramos poucos acólitos instituídos em nossas comunidades. O mais comum é que este ministério, o recebam os seminaristas durante seu período de formação para o sacerdócio.

Em nossa paróquia já houve em diversos momentos a presença dos coroinhas. Desde 2015 há uma pastoral organizada. Este grupo é formado por adultos e tem a missão de acompanhar os coroinhas, fazer formações, relacionar-se com os familiares dos coroinhas. Enfim, ajuda-los neste trabalho para que também eles possam servir bem ao Senhor.

 

As atitudes necessárias aos coroinhas

- Espírito de disponibilidade: estar pronto para ajudar.

- Espírito sensível: estar atento às necessidades.

- Espírito de equipe: ninguém constrói nada sozinho, muito menos a Igreja e o Reino de Deus. Portanto, no grupo de coroinhas não deve haver competição, mas entre ajuda, companheirismo e amizade.

- Espírito de fé: a missa é o momento mais forte da vida da comunidade. É ali que todos celebram o Mistério Pascal, a morte e ressurreição de Jesus Cristo, e nele suas vidas, suas lutas pela justiça e a fraternidade. Por isso, o (a) coroinha não está no altar como se estivesse fazendo um teatro. Ele está ali para ajudar a comunidade a rezar. Assim, deve participar da celebração com atenção e espírito de oração, mesmo que ele ainda não entenda muito bem o que está acontecendo no altar. A Celebração da Missa é o grande mistério da presença de Jesus através da Eucaristia nas nossas vidas. Os coroinhas que tem a oportunidade de ficar perto do mistério que acontece no altar da Missa, devem ser animados a se comportarem e a crescerem tendo um verdadeiro amor pelo grande mistério que os nossos olhos humanos não conseguem enxergar, mas que os olhos da nossa fé, da nossa alma conseguem contemplar e se encantar.

 

As principais funções dos coroinhas

a. Na procissão de entrada e na procissão para o evangelho levam a cruz, as velas, o turíbulo e o incenso (veremos no capítulo 6, o que são e o que significam estes objetos litúrgicos).

b. Na preparação das oferendas, ajudam o diácono ou o padre a preparar o altar, trazendo o pão, o vinho e a água e se necessário for o turíbulo e a naveta.

c. Servem o lavabo (bacia e jarra) para as mãos do que preside.

d. Ajudam na apresentação dos dons (oferendas), quando há procissão.

e. Colocam ao alcance do presidente todo o necessário para as diversas celebrações (água benta, livros litúrgicos, etc). Ajudam a transportar para a credência os vários objetos do altar depois da comunhão.

f. Acompanham ao que preside as celebrações sacramentais onde sejam necessários, como o batismo, confirmação, matrimônio, etc.

g. No momento da consagração tocam a campainha ou incensam o Santíssimo onde for de costume.

h. Estão ao serviço do acólito (que pode ser um coroinha mais experiente) ou do sacristão, que devem coordená-los.

 

Os padroeiros dos coroinhas

Dois são considerados os padroeiros dos coroinhas. São Tarcísio e beato Adílio.

Tarcísio foi um mártir da Igreja dos primeiros séculos, vítima da perseguição do imperador Valeriano, em Roma. A Igreja de Roma contava, então, com 50 sacerdotes, sete diáconos e mais ou menos 50 mil fiéis no centro da cidade imperial. Ele era um dos integrantes dessa comunidade cristã romana, quase toda dizimada pela maldade sangrenta daquele imperador.  Tarcísio era acólito do papa Xisto II, ou seja, era coroinha na igreja, servindo ao altar nos serviços secundários, acompanhando o santo papa na celebração eucarística. Foi morto quando levava eucaristia numa caixinha de prata aos cristãos que estavam presos. Foi o papa Dâmaso quem mandou colocar na sua sepultura uma inscrição com a data de sua morte: 15 de agosto de 257. Atualmente seu corpo está sob o altar da basílica de São Silvestre, no Vaticano.

Beato Adílio Daronch era filho de uma família que originalmente veio da Itália para morar no Brasil. A família de Adílio Daronch veio da Itália na leva dos imigrantes italianos que ingressaram no Brasil a partir de 1875. Pedro, o pai de Adílio, também era italiano, nascido em Agordo, terra natal de Albino Luciani (futuro papa João Paulo I) em 05 de janeiro de 1883. Tinha 07 anos quando veio para o Brasil. No Rio Grande do Sul, a família adquiriu o lote no atual município de Nova Palma, onde se dedicaram ao cultivo da terra e à criação de animais domésticos. Quando os pais de Adílio se casaram, foram morar em Dona Francisca, no município de Cachoeira do Sul. Em 1912, a família de Pedro Daronch transferiu-se para o município de Passo Fundo, onde Pedro atuou como fotógrafo. Passados alguns anos, transferiu-se novamente e agora para Nonoai, continuando como fotógrafo e mantendo uma loja e uma pequena farmácia. Em 1912, a família de Pedro Daronch transferiu-se para o município de Passo Fundo, onde Pedro atuou como fotógrafo. Passados alguns anos, transferiu-se novamente e agora para Nonoai, continuando como fotógrafo e mantendo uma loja e uma pequena farmácia. Beato Adílio foi o mais novo de três filhos, manifestava gosto pelas coisas da igreja e gostava de servir o padre como coroinha. Feita a primeira comunhão, começou a auxiliar no serviço do altar. Auxiliava o padre também nas viagens pelo interior.

Após a morte do pai de Adílio, as dificuldades cresceram e o grupo familiar se dispersou. Nessa mesma época o Rio Grande do Sul acabava de passar pela revolução entre chimangos e maragatos. Padre Manuel e o coroinha Adílio Daronch dirigiram se a cavalo para o Alto Uruguai até a Colônia Militar, para ajudar na páscoa dos militares. A caminho de Três Passos, o coroinha Adílio e o padre Manuel foram surpreendidos por anticlericais e inimigos da religião. Foram levados para o mato, amarrados em árvores e fuzilados. Era o dia 21 de maio de 1924.

Como faço pra me tornar coroinha?

Para ser coroinha a única coisa necessária é passar na SECRETARIA PAROQUIAL e se inscrever.

Fonte: DIOCESE DE CAXIAS DO SUL. Pastoral dos Acólitos e Coroinhas. Servindo no altar e na vida. Padre Lucas Antônio Mazzochin (Org.), 1ª edição, 2016.

 

Fotos da Missa de admissão aos Coroinhas

Benção sobre os coroinhas.